Entenda sobre Febre Amarela

02/03/2017

A Febre Amarela no Brasil apresenta uma ocorrência endêmica, principalmente na região amazônica, fora dessa área, surtos são registrados esporadicamente.

Entenda sobre Febre Amarela

   Desde 1942, a febre amarela era considerada erradicada em áreas urbanas do Brasil, mas no início do ano de 2017 ocorreu um novo surto de febre amarela no leste de Minas Gerais com diversas mortes. Atualmente, a região mais afetada por focos da Febre Amarela é a Sudeste.
Nas cidades, o vetor da febre amarela é o Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue, a febre Chicungunha e o Vírus Zika, mas os casos envolvidos neste surto atual são secundários à Febre Amarela silvestre, sendo transmitida por outros tipos de mosquito que habitam as copas das árvores, o Haemagogus e o Sabethes.
  A Febre Amarela é uma doença infecciosa grave, não contagiosa, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai esse vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso, esses casos podem ser fatais em até 50% das vezes.
  De qualquer forma, não devemos descuidar das formas de prevenção da doença que reside no controle de criadouros (com água parada) para evitar o avanço da forma urbana da Febre Amarela e há a indicação de realização de vacina quando houver deslocamento para áreas em que está havendo casos de Febre Amarela. A mesma deve ser feita pelo menos 10 dias antes da viagem e tem contraindicações, em alguns casos, para maiores de 60 anos e gestantes. Para o esclarecimento de dúvidas, acesse o site portalsaude.saude.gov.br

Fonte: Irene Rocha Haber
Infectologista e Coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH).

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